Entre teares e guitarras: Biquini embala multidão em Resende Costa
- Sérgio Dall'Alba

- 6 de jun.
- 2 min de leitura
A mistura entre cultura mineira e rock brasileiro deu o tom da noite em Resende Costa
O Musicaos esteve presente na apresentação do Biquini durante a 12ª Mostra de Artesanato e Cultura, nesta sexta-feira (06/06), que reuniu milhares de pessoas em um espetáculo que conectou tradição, turismo e música em clima de festa popular.
Entre teares, artesanato mineiro e ruas tomadas por visitantes, a cidade de Resende Costa viveu uma daquelas noites em que música e memória coletiva caminham juntas. A apresentação do Biquini durante a Mostra de Artesanato e Cultura transformou o evento em um verdadeiro festival de nostalgia, reunindo diferentes gerações em coro para celebrar alguns dos maiores clássicos do rock brasileiro.
Realizado dentro da tradicional Mostra de Artesanato — evento que se consolidou como um dos principais encontros culturais do Campo das Vertentes — o show aconteceu diante de uma cidade lotada, tomada pelo turismo, pela valorização da cultura local e pela expectativa em torno da banda carioca.
No palco, o Biquini mostrou exatamente por que segue como uma das bandas mais populares e resistentes do rock nacional. Com repertório recheado de hits, o grupo apostou na força das canções que marcaram rádios, programas de TV e gerações inteiras desde os anos 1980. “Vento Ventania”, “Tédio”, “Timidez”, “Janaína” e “Zé Ninguém” funcionaram como gatilhos instantâneos de memória afetiva para o público mineiro. A banda apresentou, também, canções mais novas como a versão de "Carla", originalmente gravada pelo LS Jack e "Como viver sem ela", canção recém lançada pela banda.
As imagens mostram uma multidão acompanhando cada música em clima de festa popular, com a Avenida dos Artesanatos completamente tomada pelo público. A atmosfera combinava perfeitamente com a proposta da Mostra: unir tradição cultural, turismo e entretenimento em um mesmo espaço.
O contraste entre o artesanato tradicional de Resende Costa e a trilha sonora do rock nacional acabou funcionando como um dos pontos mais interessantes da noite. De um lado, a preservação cultural mineira construída manualmente geração após geração; do outro, músicas que também atravessaram décadas e permanecem vivas no imaginário popular brasileiro.
Mais do que um simples show, a apresentação acabou simbolizando exatamente aquilo que eventos culturais do interior conseguem proporcionar de melhor: encontros entre diferentes públicos, diferentes memórias e diferentes formas de arte.
Veja mais imagens abaixo.





























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