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Rogério Flausino e Wilson Sideral celebram legado de Cazuza em noite emocionante no Sesc Palladium

  • Foto do escritor: Sérgio Dall'Alba
    Sérgio Dall'Alba
  • 21 de mai.
  • 2 min de leitura

Mais de três décadas após a morte de Cazuza, sua obra segue mobilizando gerações


O Grande Teatro do Sesc Palladium recebeu, na última quarta-feira (20), um daqueles shows que misturam nostalgia, reverência e conexão imediata com o público. No espetáculo “Flausino & Sideral cantam Cazuza”, os irmãos mineiros Rogério Flausino e Wilson Sideral revisitaram a obra de Cazuza em uma apresentação marcada por emoção, coro coletivo e fidelidade ao espírito rebelde do eterno “poeta exagerado”.


O show integrou a programação do projeto Sesc Mesa Brasil Musical, iniciativa beneficente que destina sua arrecadação ao programa Mesa Brasil. A apresentação teve ingressos esgotados rapidamente e reuniu fãs de diferentes gerações para cantar clássicos que atravessam décadas da música brasileira.



Lançado originalmente em 2016, o espetáculo já passou por diversas capitais brasileiras e ganhou notoriedade após apresentações em eventos como o Rock in Rio e no tradicional Circo Voador, durante as celebrações de “Cazuza 60”.


Em Belo Horizonte, Flausino e Sideral apostaram em arranjos próximos às versões originais, característica destacada pelos próprios organizadores do evento. O repertório percorreu diferentes fases da carreira de Cazuza, incluindo músicas dos tempos de Barão Vermelho e sucessos da carreira solo.


Canções como “Exagerado”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “O Tempo Não Para” e “Codinome Beija-Flor” transformaram o teatro em um grande coral. A química entre os irmãos no palco também foi um dos pontos altos da apresentação, equilibrando momentos de energia rock’n’roll com interpretações mais intimistas.


Além da homenagem musical, o espetáculo também reforçou a importância de Cazuza como símbolo de liberdade artística e intensidade emocional. Mais de três décadas após sua morte, suas letras seguem atuais e capazes de mobilizar públicos diversos — algo que ficou evidente na resposta calorosa da plateia mineira durante toda a noite.


O projeto Sesc Mesa Brasil Musical vem consolidando uma agenda relevante em Belo Horizonte. Em 2026, a programação já recebeu nomes como Leoni e Vanessa da Mata. Segundo o Sesc, a iniciativa já arrecadou dezenas de toneladas de alimentos ao longo dos últimos anos.


Para os fãs de rock nacional presentes no Palladium, ficou a sensação de que Cazuza continua vivo, não apenas em suas músicas, mas também na capacidade que sua obra ainda tem de emocionar, provocar e unir pessoas em volta de um refrão cantado em coro.


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