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Plebe Rude celebra 40 anos de O Concreto Já Rachou com relançamento histórico e nova versão de "Até Quando Esperar"

  • Foto do escritor: Sérgio Dall'Alba
    Sérgio Dall'Alba
  • 8 de jul.
  • 3 min de leitura

Banda revisita o disco que ajudou a definir o rock brasileiro dos anos 1980 e prepara uma série de lançamentos comemorativos.


Quarenta anos depois de lançar um dos álbuns mais emblemáticos do rock nacional, a Plebe Rude volta a colocar O Concreto Já Rachou no centro das atenções. A banda preparou um projeto especial para celebrar a trajetória do disco e reafirmar a atualidade de sua obra.


A Plebe anunciou o relançamento de O Concreto Já Rachou (1986), projeto que reúne uma edição especial em vinil, uma nova gravação do clássico "Até Quando Esperar", um documentário e conteúdos inéditos que resgatam a trajetória do álbum.

O lançamento marca não apenas os 40 anos do disco de estreia, mas também os 45 anos da banda brasiliense, um dos pilares da explosão do rock nacional nos anos 1980.


Herbert Vianna e Jacques Morelenbaum voltam ao clássico

A principal novidade do projeto é uma nova versão de "Até Quando Esperar", reunindo a formação atual da Plebe Rude com dois nomes fundamentais da música brasileira: Herbert Vianna e Jacques Morelenbaum.


A participação dos dois carrega um significado especial. Herbert foi o produtor do álbum original e responsável por uma decisão que, na época, surpreendeu até os integrantes da banda: abrir um disco punk com uma introdução de violoncelo executada por Morelenbaum. O arranjo acabou se tornando uma das marcas registradas da canção e agora é revisitado em uma gravação que une passado e presente.


Vinil ganha edição especial

A reedição de O Concreto Já Rachou chega em vinil com acabamento em gatefold (capa dupla) e resgata a arte original criada por Flávio Colker e Cláudio Paiva.


Além do álbum original, a edição inclui um compacto de 7 polegadas com quatro demos históricas:

  • "Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)"

  • "Proteção"

  • "Minha Renda"

  • "Sexo e Karatê"


As gravações revelam o processo criativo da banda antes da produção definitiva e evidenciam a forte influência do The Clash, referência assumida pela Plebe Rude desde os primeiros anos.


Documentário revisita faixa por faixa

O pacote comemorativo também traz um documentário em que Philippe Seabra e André X conversam com o produtor Álvaro Alencar sobre cada faixa do álbum.


O especial revisita histórias de bastidores, curiosidades sobre as gravações e o contexto político e social que inspirou músicas como "Proteção", "Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)" e "Brasília", reafirmando a relevância do disco quatro décadas após seu lançamento.


Um álbum que continua atual

Lançado em 1986, O Concreto Já Rachou surgiu em um Brasil que ainda vivia os primeiros anos da redemocratização. Suas letras abordavam desigualdade, autoritarismo, guerra, alienação e comportamento social — temas que continuam provocando identificação entre diferentes gerações.


Canções como "Até Quando Esperar" permanecem entre os maiores hinos do rock nacional justamente por manterem um discurso que atravessa o tempo sem perder força.


A banda, formada em Brasília em 1981, ajudou a construir a chamada geração de ouro do rock brasileiro ao lado de nomes como Legião Urbana, Capital Inicial e Paralamas do Sucesso, consolidando uma identidade marcada por guitarras intensas, influência do punk britânico e letras de forte crítica social.


Mais do que uma homenagem ao passado, o projeto reafirma que O Concreto Já Rachou continua sendo uma obra essencial para compreender a história do rock brasileiro — e um álbum cuja mensagem permanece surpreendentemente atual.


Assista o clipe:


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