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Morre Bonnie Tyler, voz inesquecível de "Total Eclipse of the Heart", aos 75 anos

  • Foto do escritor: Sérgio Dall'Alba
    Sérgio Dall'Alba
  • 10 de jul.
  • 3 min de leitura

O rock e o pop mundial perderam uma de suas vozes mais marcantes.


A cantora galesa Bonnie Tyler morreu aos 75 anos, após complicações decorrentes de uma cirurgia de emergência no intestino. A artista estava internada em um hospital em Faro, Portugal, onde chegou a permanecer em coma induzido nas últimas semanas. A informação foi confirmada pela família na quinta-feira (9).

Dona de um timbre rouco inconfundível e de interpretações carregadas de emoção, Bonnie Tyler construiu uma carreira de quase cinco décadas e se tornou um dos maiores símbolos da música dos anos 1970 e 1980.


De Gales para o mundo

Nascida Gaynor Hopkins, em 8 de junho de 1951, na cidade de Skewen, País de Gales, Bonnie iniciou sua trajetória artística cantando em clubes e pubs locais. Seu primeiro grande sucesso veio em 1977 com "It's a Heartache", canção que alcançou as principais paradas da Europa e dos Estados Unidos e revelou ao mundo sua voz poderosa, característica que surgiu após uma cirurgia nas cordas vocais realizada na década de 1970.

Mas foi em 1983 que Bonnie Tyler entrou definitivamente para a história da música.


"Total Eclipse of the Heart": um clássico eterno

Produzida e composta por Jim Steinman, "Total Eclipse of the Heart" tornou-se um fenômeno mundial. A faixa liderou as paradas em diversos países, incluindo Reino Unido e Estados Unidos, e transformou Bonnie Tyler em uma estrela internacional.


O álbum "Faster Than the Speed of Night" também entrou para a história ao se tornar o primeiro de uma artista feminina a estrear diretamente no topo da parada britânica. O videoclipe de "Total Eclipse of the Heart", exibido exaustivamente pela MTV, ajudou a definir a estética grandiosa da década de 1980 e continua sendo referência até hoje.

Outro sucesso marcante veio logo depois com "Holding Out for a Hero", trilha do clássico filme Footloose (1984), consolidando Bonnie como uma das principais vozes do rock e do pop da época.


Relação especial com o Brasil

Embora fosse uma estrela mundial, Bonnie Tyler também conquistou um lugar especial no coração do público brasileiro.


Em 1987, gravou ao lado de Fábio Jr. a versão em português "Sem Limites pra Sonhar", adaptação de "My Flame". A música tornou-se um enorme sucesso nas rádios brasileiras e permanece como uma das parcerias internacionais mais lembradas da música nacional.


Uma artista que nunca deixou os palcos

Mesmo após o auge comercial dos anos 1980, Bonnie Tyler permaneceu ativa. Continuou lançando álbuns, excursionando pela Europa e participando de grandes festivais.


Em 2013, representou o Reino Unido no Festival Eurovisão da Canção com a música "Believe in Me". Já em 2022, recebeu a honraria de Membro da Ordem do Império Britânico (MBE), em reconhecimento à sua contribuição para a música. Seu último álbum de estúdio, "The Best Is Yet to Come", foi lançado em 2021.


Despedida emocionante

A notícia da morte provocou uma onda de homenagens nas redes sociais. Artistas como Rod Stewart, Bryan Adams, Cliff Richard e Catherine Zeta-Jones lembraram não apenas o talento de Bonnie Tyler, mas também sua personalidade carismática e seu bom humor.


Sua voz, marcada pela emoção e pela intensidade, atravessou gerações e segue viva em clássicos que continuam sendo redescobertos por novos públicos.


Bonnie Tyler deixa um legado difícil de igualar: o de uma cantora que transformou imperfeições em identidade, fez da potência vocal sua assinatura e eternizou canções que permanecem entre as mais icônicas da história do rock e do pop mundial.

 
 
 

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