Brian Johnson no AC/DC: 46 anos de uma substituição que redefiniu o rock
- Sérgio Dall'Alba

- 20 de abr.
- 2 min de leitura
Há mais de quatro décadas, o AC/DC tomava uma decisão que mudaria sua trajetória: a entrada de Brian Johnson no lugar de Bon Scott marcou não apenas a continuidade da banda, mas o início de uma era histórica que transformaria o grupo em um fenômeno global.
Em abril de 1980, poucas semanas após a morte de Bon Scott, o AC/DC estava diante de uma encruzilhada: encerrar a carreira ou seguir em frente. A escolha pelo segundo caminho levou à entrada de Brian Johnson, então vocalista do Geordie. Uma aposta que rapidamente se transformaria em um dos capítulos mais bem-sucedidos da música.

A resposta veio quase imediatamente. Ainda naquele ano, a banda lançou Back in Black, um disco que ultrapassaria a marca de 50 milhões de cópias vendidas e se tornaria um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. Mais do que um tributo a Bon Scott, o trabalho consolidou Brian Johnson como uma voz definitiva do hard rock.
Ao longo das décadas seguintes, Johnson ajudou a manter o AC/DC relevante em diferentes fases da indústria musical — do auge do vinil à era do streaming — sem abrir mão da identidade sonora baseada em riffs diretos, energia crua e refrões marcantes.
Nem mesmo os obstáculos interromperam essa trajetória. Em 2016, problemas auditivos afastaram temporariamente o vocalista dos palcos, levando a banda a seguir turnê com Axl Rose. O retorno de Johnson, anos depois, foi recebido como um reencontro histórico entre banda e público.
Hoje, mais de 40 anos após sua entrada, Brian Johnson não é mais “o substituto”. É parte indissociável da identidade do AC/DC — prova de que, em raros casos, uma mudança forçada pode não apenas preservar uma banda, mas elevá-la a outro patamar.
Se o rock é feito de momentos decisivos, abril de 1980 permanece como um dos mais emblemáticos.




























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