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Guns N’ Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados

  • Foto do escritor: Sérgio Dall'Alba
    Sérgio Dall'Alba
  • 28 de abr.
  • 2 min de leitura

A passagem recente do Guns N' Roses pelo Brasil chegou ao fim neste fim de semana consolidando mais um capítulo da longa relação da banda com o país: estádios cheios, apresentações de mais de três horas e uma estratégia que mesclou tradição e expansão de público


Ao longo da turnê, o grupo liderado por Axl Rose percorreu diferentes regiões do Brasil com um roteiro que chamou atenção pela diversidade de cidades. Além das paradas tradicionais, a banda apostou em capitais fora do eixo Rio–São Paulo, levando sua estrutura para locais menos frequentes no circuito internacional: um movimento que se refletiu em públicos expressivos e recepção calorosa em praticamente todas as apresentações.


Logo nas primeiras datas, a banda já mostrou o tom da excursão. Em São Paulo, um dos principais palcos da turnê, o grupo entregou um setlist extenso com mais de três horas de duração e forte participação do público, especialmente nos clássicos “Sweet Child O’ Mine” e “November Rain”, que transformaram o estádio em um grande coro coletivo. A capital paulista também teve destaque pela estrutura grandiosa e pela resposta imediata dos fãs, com ingressos disputados.


Já em capitais fora do eixo tradicional, como Salvador e Fortaleza, a recepção calorosa foi um dos pontos altos. Nessas cidades, a banda encontrou públicos menos habituados a grandes turnês internacionais, o que se refletiu em apresentações particularmente intensas, com forte engajamento da plateia do início ao fim. Em alguns desses shows, fãs destacaram a energia “mais crua” em comparação às grandes capitais do Sudeste. Em Fortaleza, choveu bastante durante a apresentação, mas isso não afetou significativamente o andamento do show. Pelo contrário: o cenário acabou contribuindo para um clima épico em músicas mais longas, como “November Rain”.


Outro ponto recorrente ao longo da turnê foi a performance de Slash, frequentemente apontado como destaque técnico das apresentações, com solos prolongados e grande interação com o público. Já os vocais de Axl Rose dividiram opiniões em algumas noites, especialmente nas músicas mais agudas, embora sem comprometer a recepção geral dos shows. É aquela questão de sempre: uns amam, outros odeiam...



A turnê também teve pequenas variações de setlist entre as cidades, incluindo covers e mudanças na ordem das músicas, o que ajudou a evitar uma repetição totalmente engessada — ainda que o repertório principal tenha permanecido centrado nos grandes sucessos.


Por outro lado, a ausência de praças importantes como Belo Horizonte seguiu sendo um dos pontos mais criticados pelos fãs brasileiros, sobretudo diante da inclusão de cidades inéditas no circuito.


Com o encerramento da turnê, o saldo é de mais uma passagem bem-sucedida do Guns N’ Roses pelo Brasil, marcada menos por novidades e mais pela reafirmação de um modelo que continua funcionando: grandes públicos, repertório consagrado e uma conexão duradoura com a audiência brasileira.


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