Amor e Outras Drogas

Nota do filme

A comédia romântica é um dos gêneros mais populares das últimas décadas. Tendo uma fórmula simples, porém bem sucedida, tende a sempre cair na mesmice, no clichê do clichê e raramente trás novidades. Nos últimos anos, as melhores comédias românticas, bem quistas por público e crítica, são as que conseguem combinar a fórmula tradicional com inovações temáticas e/ou estéticas. Felizmente, Amor e outras drogas está nesse grupo.

Critica do filme Amor e Outras Drogas

O filme gira em torno do jovem Jamie, garoto nascido em família de médicos, mas que decidiu não seguir a carreira e está procurando uma profissão para si. Extremamente popular entre as mulheres,

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Jamie, porém, não procura por um relacionamento sério, quer apenas sexo. Seu irmão o apresenta para o mundo de vendas de medicamentos, um universo muito lucrativo no qual o protagonista embarca. Ele tem metas de vendas que, para serem atingidas, pedem atitudes não muito corretas; Jamie precisa usar de seu charme, carisma e chantagens para convencer os médicos a receitarem o seu remédio, ao invés do da concorrência. Nessa rotina ele conhece Maggie, uma linda jovem que possui o mal de Parkson. Os dois se envolvem e, o que antes era apenas sexo, acaba virando, para terror de Maggie, amor. Enquanto isso, surge um medicamento revolucionário: o viagra, do qual Jamie se tornará um exemplar vendedor.

O que há de mais interessante em Amor e outras Drogas é a inserção do universo dos medicamentos e sua venda, bem como sua relação com o mundo da saúde. São temas considerados sérios e inapropriados para uma comédia romântica, mas aqui são muito bem encaixados. O filme traça uma análise crítica dessa área, que, apesar de, supostamente, dever funcionar para ajudar as pessoas, é, na verdade, inescrupulosa e só pensa no sucesso financeiro. As empresas fabricantes de remédio são vistas como entidades frias e desumanas e mesmo os médicos são indivíduos desiludidos com a profissão, de caráter duvidoso e pouco comprometidos com os dramas de seus pacientes. O filme também toca em um importante ponto: enquanto a indústria farmacêutica gasta milhões em remédios para impotência sexual – cujas vendas são enormes – não se investe mais na pesquisa pela cura de doenças graves, porém não tão freqüentes, como o Parkson, que pode levar à morte.

De resto, sobra a estonteante beleza, a graça e o carisma de Jake Gylenhall e Anne Heathway, que conquistam o espectador e levam-nos a torcer por um final feliz para o casal.

Por: Elton Almeida

NOTA: 7,5

Ficha técnica: Amor e Outras Drogas

Love and other drugs. EUA, 2011. De Edward Zwick. Com Jake Gylenhaal, Anne Heathaway, Josh Gad, Hank Azaria.

Comentarios
  1. Posted by iasmim
  2. Posted by ADRIANA

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